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Plataforma nanoestruturada baseada em polímero condutor e nanopartículas metálicas no desenvolvimento de um imunossensor para leishmaniose visceral canina

Autor:

Adriano de Souza Silva

Orientador:

Dênio Emanuel Pires Souto

Resumo

A leishmaniose, uma doença tropical parasitária negligenciada, está distribuída em mais de 90 países ao redor do mundo. A leishmaniose visceral, forma mais grave da doença, afeta mais de 80 países e apresenta estatísticas de incidência e mortalidade mais expressivas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). No entanto, apesar dos grandes esforços empreendidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), com a instituição dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) – que criam metas para a erradicação da doença até 2030; o cenário ainda exige mais ações. Inclusive no que diz respeito ao diagnóstico, uma vez que os métodos tradicionais de identificação dessa parasitose, sejam eles moleculares ou de detecção de anticorpos específicos, apresentam limitações. Neste sentido, uma atenção elevada tem sido dada ao desenvolvimento de novas estratégias para a detecção da doença. No presente trabalho, foi desenvolvido um imunossensor do tipo impedimétrico para a detecção de anticorpos específicos para leishmaniose visceral canina. Isso foi feito a partir da modificação de uma plataforma de baixo custo, uma malha de aço, modificada com nanoestruturas baseadas no polímero condutor polipirrol dopado com poli(4-estirenosulfonato de sódio), decoradas com nanopartículas metálicas de ouro (PPy:PSS-AuNPs). Em seguida, sobre a plataforma desenvolvida, uma monocamada auto-organizada (SAM) foi formada pela adição do ácido 3-mercaptopropiônico (3-MPA), visando uma melhor orientação do elemento de reconhecimento biológico. Duas proteínas recombinantes provenientes do protozoário Leishmania infantum (agente etiológico da leishmaniose visceral) – uma com função bem estabelecida (proteína K39) e outra com função ainda desconhecida (proteína C1); foram ancoradas à plataforma desenvolvida e exploradas como biorreceptores para a detecção de anticorpos contra L. infantum. Ambos os imunossensores se mostraram promissores para o imunodiagnóstico da leishmaniose visceral. Através da plataforma proposta (PPy:PSS-AuNPs) foi possível obter limite de detecção (LOD) de 5,79 pmol L– 1 e um limite de quantificação (LOQ) de 19,32 pmol L– 1 para K39. Para o imunossensor construído com a C1, o LOD foi de 3,91 fmol L– 1 e LOQ de 13,05 fmol L– 1. Adicionalmente, os testes com as proteínas em amostras reais dos grupos positivo e negativo para a leishmaniose visceral canina apresentaram vantagens em comparação aos métodos de diagnósticos tradicionais, como maior sensibilidade, especificidade e menor tempo de resposta. Portanto, os resultados obtidos nesta pesquisa visam contribuir para melhorias no diagnóstico sorológico da leishmaniose visceral e para a diminuição das estatísticas globais associadas a essa doença parasitária

Plataforma nanoestruturada baseada em polímero condutor e nanopartículas metálicas no desenvolvimento de um imunossensor para leishmaniose visceral canina
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Universidade Federal do Paraná Departamento de Química Laboratório de Espectrometria, Sensores e Biossensores
Av. Cel. Francisco H. dos Santos, 100 81531-980, Curitiba, Paraná laesbufpr@gmail.com
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